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Suplementação

Vitamina D: por que quase toda mulher brasileira tem deficiência?

📅 2025 ✍️ Dra. Priscila Tavares ⏱ 5 min de leitura
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Pode parecer contraditório: o Brasil é um dos países com maior exposição solar do mundo, e ainda assim a deficiência de vitamina D afeta uma parcela enorme da população feminina. O problema não é a falta de sol — é a combinação de hábitos modernos que nos afastam dele.

Por que tanta deficiência?

Trabalho em ambiente fechado, uso constante de protetor solar (o que é correto para a pele), roupas que cobrem o corpo, excesso de peso e até a cor da pele mais escura são fatores que reduzem drasticamente a síntese natural de vitamina D.

Sintomas que passam despercebidos

A deficiência raramente vem com um sintoma único e óbvio. Ela se manifesta de forma silenciosa e difusa:

  • Cansaço sem causa aparente, mesmo dormindo bem
  • Quedas frequentes de imunidade — resfriados repetidos, infecções recorrentes
  • Tristeza e oscilações de humor — a vitamina D tem papel direto na produção de serotonina
  • Dores nos ossos e musculares, especialmente nas costas e pernas
  • Dificuldade de perder peso — receptores de vitamina D estão ligados ao metabolismo
  • Desequilíbrio hormonal — ela regula a produção de estrogênio e progesterona

Qual nível é considerado ideal?

Os laboratórios costumam aceitar valores acima de 20 ng/mL como “normais”. Mas pesquisas mais recentes indicam que para imunidade, humor e saúde hormonal, o ideal é manter entre 40 e 60 ng/mL — e algumas mulheres precisam de valores ainda maiores.

Suplementação: como fazer certo

A vitamina D3 é a forma mais eficaz de suplementar. Ela deve ser tomada junto com uma fonte de gordura (melhora a absorção) e, idealmente, associada à vitamina K2, que direciona o cálcio para os ossos e evita depósitos nas artérias.

A dose varia muito: depende do seu nível atual, do seu peso, da sua exposição solar e de outros fatores individuais. Por isso, suplementar sem exame e sem orientação pode levar a doses insuficientes — ou ao excesso, que também tem riscos.

Vitamina D não é “vitamina de gripe”. É um hormônio essencial que impacta mais de 200 processos no seu organismo.

Este artigo tem fins educativos e não substitui a consulta médica individualizada.

Se você suspeita de deficiência de vitamina D ou quer entender seus exames com mais profundidade, agende uma consulta. Avaliamos juntas o seu perfil e encontramos o protocolo ideal para você.

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